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Ministério da Saúde formaliza interesse na compra da Sputnik V, vacina fabricada no DF

Inicialmente, devem ser importadas 10 milhões de doses para imunização no Brasil. Fornecimento será incrementado com produção local

Fonte: Metrópoles

O Ministério da Saúde formalizou, nesta sexta-feira (5/2), manifestação de interesse na Sputnik V, a vacina russa contra a Covid-19. Devem ser importadas 10 milhões de doses para início da vacinação no Brasil. A previsão é que a quantidade aumente, com a fabricação do imunizante no Distrito Federal.
Representantes da União Química – farmacêutica que detém acordo para produção da fórmula russa contra o coronavírus no Brasil – e da pasta federal se reuniram nesta manhã.

O Ministério da Saúde divulgou uma nota, no início da tarde desta sexta, na qual confirmou a manifestação de interesse na compra das 10 milhões de doses da Sputnik V.
Segundo a pasta, a aquisição depende da aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O preço, que deve ser competitivo, também será um fator determinante, de acordo com o comunicado oficial.

“Iremos contratar e comprar as 10 milhões de doses, se o preço for plausível, e efetuaremos o pagamento após a Anvisa dar a autorização para uso emergencial da Sputnik V, fazendo a imediata disponibilização aos brasileiros. Futuramente, a depender dos entendimentos que tivermos com a União Química, interessa-nos também adquirir a produção que a empresa vier a fazer no Brasil dessa vacina”, declarou o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco.

O órgão informou que o Instituto Gamaleya, responsável pela vacina russa, enviou um cronograma que prevê a exportação de 400 mil doses ao Brasil, uma semana após a assinatura do contrato de compra. Mais 2 milhões de unidades do imunizante chegariam no país um mês após o acordo e outras 7,6 milhões seriam enviadas ao longo dos dois meses seguintes.

Ao chegar à sede do Ministério da Saúde, o dono da União Química, Fernando Marques, disse: “A expectativa é de que tenhamos vacina, pelo amor de Deus. O povo está morrendo”.

O diretor de Negócios Internacionais da empresa, Rogério Rosso, afirmou que espera avanço na conversa com o governo federal.

Após a reunião, Marques anunciou que a proposta com todos os detalhes deve ser apresentada na próxima semana. O preço dependerá do custo do frete, de acordo com o empresário. Se o acordo for fechado, a Sputnik V deverá ser incluída no Programa Nacional de Imunizações (PNI).

“A reunião foi muito, muito positiva. Nós apresentamos ao secretário-executivo Elcio nosso interesse de fornecer 10 milhões de doses da vacina Sputnik para atender rapidamente, nos próximos 60 ou 90 dias. Porém, estamos aguardando também a liberação da Anvisa”, assinalou.

Anvisa

A farmacêutica tenta a autorização de uso emergencial junto à Anvisa. Nesta semana, o órgão simplificou as regras para o processo.

Para solicitar o registro pela modalidade, não será mais necessário que as indústrias interessadas submetam suas fórmulas à terceira fase do estudo em território brasileiro. Isso pode facilitar a liberação da Sputnik V, que ainda não tem autorização para a fase 3 dos testes no país.

As empresas, porém, deverão se comprometer a entregar todos os dados, terminar o desenvolvimento do imunizante e apresentar o medicamento para registro completo no futuro. A agência terá até 30 dias para dar uma resposta, a partir dos pedidos das farmacêuticas.
Produção
Em entrevista ao Metrópoles, o dono da União Química, Fernando Marques, afirmou “não ter dúvidas” de que a vacina será incorporada ao Plano Nacional de Imunização. “É uma questão de tempo. Minha ansiedade é que ela entre logo”, ressaltou.

Para fins de teste-piloto, a União Química iniciou no Brasil o processo de produção do insumo farmacêutico ativo (IFA), matéria-prima do imunizante. A previsão de Fernando Marques é que a fabricação da Sputnik V comece entre março e abril e, até maio, chegue a 8 milhões de doses por mês.

Um estudo publicado pela revista científica The Lancet na terça-feira (2/2) apontou que a Sputnik V demonstrou eficácia de 91,6% contra o novo coronavírus. A proteção contra quadros moderados e graves chegou a 100%.

Veja reportagem na íntegra aqui











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