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Perigos da automedicação

Automedicação: você toma os cuidados necessários?
Automedicar-se não deve ser uma prática habitual. Os riscos podem variar desde dosagem errada até o mascaramento de sintomas decorrentes de uma doença potencialmente mais séria. Veja quais são as indicações médicas para se cuidar!

Já parou para pensar sobre os riscos da automedicação? De acordo com Mirela Yunes, Gerente Médica da União Química, o hábito que as pessoas têm de tomar remédios quando identificam algum sintoma, seja por conta própria, por indicação de vizinhos ou amigos que não são profissionais de saúde pede muita atenção: “Os riscos da automedicação estão associados a tomar a dose errada pelo período incorreto, ao mascaramento de sintomas decorrentes de uma doença potencialmente mais séria, bem como a reação e efeitos colaterais provocados pelos medicamentos e potenciais alergias que a pessoa pode vir a desenvolver”, afirma.

Pense bem antes de se automedicar
Ao sentir algum desconforto, segundo Mirela, o ideal é buscar aconselhamento com um profissional da saúde. Um farmacêutico, por exemplo, pode dar orientações iniciais sobre a medicação apropriada para cada necessidade, a forma correta de utilizá-la e, a depender do caso, ressaltar a necessidade de realizar exames complementares para um diagnóstico mais preciso: “Muitas vezes o farmacêutico é a primeira pessoa a quem o paciente recorre e consegue resolver o problema, mas caso não ocorra a melhora, a pessoa deve ter a consciência de que é preciso procurar um médico ao invés de insistir na automedicação”, destaca Mirela.

É possível se automedicar de maneira segura?
Em caso de pacientes diagnosticados com problemas mais simples, que já tenham passado por uma consulta médica e recebido uma prescrição, não há problema em buscar os medicamentos de uso habitual para resolver os sintomas previstos. No entanto, se estes sintomas voltarem com uma intensidade mais forte, ou acompanhados de outros que a pessoa não tenha sentido antes, é preciso retornar ao médico antes de se automedicar.

“Pessoas que sofrem de enxaqueca, por exemplo, já sabem o que podem tomar quando tiverem uma crise. O mesmo acontece com problemas digestivos como azia, má digestão ou prisão de ventre crônica, situações que costumam ser resolvidas com medicações comuns. Mas se os problemas persistirem mesmo após o uso do medicamento, é essencial o agendamento de uma consulta médica para a realização de exames complementares”, alerta Mirela.



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