A União é a nossa Química

Ícone entre os propagandistas da indústria farmacêutica nacional, João Marques de Paulo tornou-se um empreendedor nos anos 50 e as bases construídas são a gênese de um gigante do mercado brasileiro, a União Química Farmacêutica Nacional, hoje comandada por um de seus filhos, Fernando de Castro Marques.

Fernando segue os passos do pai, buscando inovação em cada nova etapa no desenvolvimento de seus produtos e na condução de seus negócios, reforçando cada vez mais seu comprometimento com a saúde do país. O Grupo União Química possui inovação em seu DNA. Gigante na acepção da palavra, com mais de 2 bilhões de faturamento e um crescimento superior a 20%, contra 10% da expansão do mercado, e com 8 unidades fabris, sendo uma planta de biotecnologia totalmente robotizada, nos Estados Unidos, que fabrica o Lactotropin (rbST), que aumenta de 15 a 25% a produção do leite de vacas e búfalas. Atualmente, os medicamentos biológicos são a maior fonte de inovação do mercado farmacêutico.

 

Você se lembra de seu primeiro envolvimento com o universo farmacêutico?

A indústria farmacêutica está em minha vida desde os anos 50. Nessa época, meu pai, que foi um bem-sucedido propagandista de indústria farmacêutica, montou uma distribuidora em Belo Horizonte, a Farmazonte. Começava aí sua trajetória de empreendedorismo no setor. Eu e todos os meus irmãos nascemos em Belo Horizonte.

Naquele tempo, tocar uma empresa farmacêutica fora do eixo São Paulo-Rio era quase inviável. Em 1960, meu pai tomou a decisão de vir para São Paulo com a família e aqui fundou os laboratórios Joma e Sintoquímica. Em 1970, comprou o laboratório Prata, empresa fundada em 1936, que fabricava cinco produtos tradicionais: Elixir Prata, Tônico Prata, Digestivo Prata, Quebra Pedra Prata e Sanoderma Ferraz. Era o início do que conhecemos hoje como União Química Farmacêutica Nacional. Comecei a trabalhar com meu pai aos 17 anos.

 

Fazendo o quê, no começo?

Iniciei no setor de embalagens e ajudava a fazer entregas. Éramos eu e meu irmão mais velho, João, hoje dono da Cimed.

 

Você sentiu desde o início essa vocação para a permanente expansão do negócio?

Sou um empreendedor nato. Vivo de desafios, as oportunidades aparecem e precisamos estar atentos para não perdê-las. Sempre avalio se a oportunidade tem sinergia com os negócios do Grupo.

 

O Grupo União Química atua em vários segmentos e mais recentemente, investiu em uma planta no exterior voltada ao mercado de saúde animal. Como foi isso?

Foi nosso primeiro passo para a internacionalização. Em 2018, adquirimos a fábrica de biotecnologia da Elanco, em Augusta, na Georgia (EUA). Nessa planta é produzida a rbST, que é comercializada globalmente sob as marcas Lactotropin e Posilac. Essa unidade é a Union Agener e tem condições de atender a 100% do mercado global desse produto, com capacidade istalada para mais de 45 milhões de doses por ano e comercializado em mais de 30 países.

 

Vocês crescendo a dois dígitos por ano, apesar da crise. É correto atribuir esse crescimento a fatores como o envelhecimento da população, busca pelo bem-estar e facilidade de compra, com uma farmácia em cada esquina?

O mercado brasileiro tem crescido a pelo menos 9 a 10% ao ano, por uma série de fatores econômicos e demográficos, como a evolução das terapêuticas, com novos medicamentos chegando ao mercado a valores mais altos. Por outro lado, os segmentos dos genéricos e dos similares também se tornaram uma fatia importante do mercado e contribuem para esse crescimento contínuo, o que ampliou bastante a base e o acesso da população. Além disso, os planos de saúde atendem a milhões de vidas o que aumentou expressivamente o número de prescrições.

Os medicamentos são produtos que têm a finalidade de auxiliar no diagnóstico, prevenir, tratar doenças ou aliviar seus sintomas, melhorando assim a qualidade de vida das pessoas.

 

Por isso é que se diz que a farmácia é a porta da saúde no Brasil…

Não tenho dúvida. Os MIPs, por exemplo, são usados para tratar sintomas menores e podem ser comercializados sem prescrição médica, devido à sua segurança e eficácia, desde que utilizados conforme orientações disponíveis nas bulas e rotulagens.

Na Inglaterra, nos Estados Unidos e na Rússia, por exemplo, eles são uma realidade para o aumento da qualidade de vida da população resolvendo um quadro de acidez gástrica, uma tosse, por exemplo.

 

Vocês estão investindo em MIPs?

Sim, investimos em MIPs e temos marcas de destaque, como Bio C, Vodol, Leiba, Bisalax, Mucofan, e em vários outros segmentos. Por exemplo, fabricamos cerca de 120 produtos injetáveis para serem utilizados em hospitais, clinicas, pronto-socorros etc. São produtos liofilizados que exigem outro nível de produção. Na área de prescrição, com a Unidade de Negócios Genom, somos a principal empresa nacional em Oftalmologia e estamos trabalhando forte na área de Ginecologia e Obstetrícia, Ortopedia, Dor, Sistema Nervoso Central e, desde 2017, em Dermatologia. A indústria farmacêutica precisa estar sempre atenta a levar um serviço de qualidade aos médicos que visita.

 

A visitação dos chamados propagandistas é uma arte herdada de seu pai. Aliada à modernidade absoluta de seus padrões de produção, essa é a marca da União Química?

Não podemos deixar de lado o que aprendemos na escola da vida. Seguimos o exemplo de meu pai e procuramos empregar tudo o que aprendemos com ele ao longo da vida, mas, claro, sempre adaptando tudo isso e às tendências de mercado.

 

É possível resumir essas tendências?

O que o consumidor quer, em primeiro lugar, é resultado em relação ao medicamento que começa a utilizar.

 

A União Química também tem uma ativa unidade de tecnologia e desenvolvimento. Qual é o objetivo?

A União Química investe continuamente em Pesquisa e Desenvolvimento para garantir o crescimento sustentado, aumento do share e sua própria perpetuação como uma instituição comprometida com a saúde. Além da criação de novos produtos, temos uma área incremental muito forte para sempre produzir melhorias. Isso nos dá um diferencial de mercado.

 

Com a aquisição da Union Agener, a União Química está na contramão do mercado quando muitas multinacionais estão encerrando suas atividades no Brasil.

Sim, recentemente vimos grandes empresas anunciando o fechamento de fábricas no Brasil. Nós estamos sempre atentos às oportunidades e trabalhando arduamente para oferecer produtos relevantes, a preços competitivos.

 

E a União Química fez parceria com outros gigantes para criar um laboratório de produtos biológicos. Como foi isso?

Sim, em 2012 fizemos uma joint venture de biotecnologia farmacêutica com Aché, EMS e Hypera Pharma, lançando a BioNovis. Nosso objetivo é promover a pesquisa, desenvolvimento, produção e comercialização de medicamentos biológicos de alta complexidade 100% nacionais. Temos compromisso com os brasileiros no sentido de fornecer ao SUS biofármacos integralmente produzidos no país.

 

Você foi candidato ao Senado na última eleição, teve votação expressiva, mas não se elegeu. Qual seria sua plataforma principal como político a nível federal, sobretudo para o setor farmacêutico?

O mais emergencial é a reforma fiscal. Hoje há uma complexidade enorme no nosso setor, com tributações diferentes em cada estado. Tal complexidade gera um custo muito alto para quem empreende. Quanto isso custa ao país e como emperra os investimentos? A gente enfrenta isso todo dia, mas quando sentamos com investidores estrangeiros, é difícil explicar como funciona a área fiscal em nosso país. O micro e o pequeno empresário podem ser o médio e o grande de amanhã. O Brasil ainda é um país de oportunidades mas precisa ser destravado.

 

O que você quer para a União Química nos próximos anos?

Quero crescer, gerando oportunidades de desenvolvimento para o Grupo União Química, com produtos de qualidade para atender à população de nosso país e melhorar a saúde e a qualidade de vida das pessoas. E essa preocupação começa em casa, com nossos colaboradores. Oferecemos a eles consultórios médicos e dentários em todas as nossas unidades fabris, clubes para colaboradores e famílias, creche e auxílio-creche, Previdência Privada, Plano de Saúde, entre outros.

 

Qual foi a maior lição que você herdou de seu pai?

A resiliência, a habilidade de superar os problemas sem reclamar – e olhando para a frente: o que passou, passou.

O que importa é uma visão de futuro. trilhando sempre o caminho da excelência e da transparência em todos os nossos projetos.

 

 


Fotos: Júlia Rodrigues

Fonte matéria: REVISTA ABCFARMA • NOVEMBRO / 19 – Nº 339




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